10 personalidades que não podem existir em um casamento cristão

por Jason Helopoulos

Minha querida esposa e eu estamos casados há dezesseis anos. Aprendemos muito ao longo desse tempo. O que começou turbulento deu lugar a uma união doce e gloriosa. É raro o dia em que eu não agradeço ao Senhor pela minha esposa. Nosso casamento não é perfeito porque nenhum de nós é perfeito (embora ela com certeza esteja mais perto da perfeição do que eu). Mesmo assim, posso dizer pela graça e misericórdia de Deus que nós temos um bom casamento.

Existem diferentes lições que aprendemos ao longo desses dezesseis anos. Algumas foram mais doloridas do que outras e algumas são lições que continuamente terão que ser aprendidas. Como um pastor que aconselhou muitos casais e como um veterano de dezesseis anos de casamento, encontrei essas dez personalidades que não podem existir em um casamento cristão.

1. Agente secreto: não podemos ter expectativas secretas. Nosso cônjuge deve saber e devemos dar voz às nossas expectativas no relacionamento dentro do casamento. Não é justo e nem sábio esconder esses pensamentos de nossos companheiros. Eles precisam saber. Se não desejamos dar expressão para uma expectativa, então não deveria haver uma. Na verdade, por vezes, estamos relutantes em compartilhar essas expectativas silenciosas porque, uma vez que as escutarmos em nossas bocas, perceberemos o quão mesquinhas e desnecessárias elas são.

2. Debatedor: debates são bons na política, na sala de aula e no bebedouro. Eles não ajudam no casamento. Nunca discuta apenas por discutir em seu casamento. Não debata para ganhar um argumento, uma rodada ou um plano. É um jogo em que todos perdem. Esteja disposto a discutir e discordar, mas nunca debater.

3. Guerreiro: nosso conflito não é com nossa esposa. Nossa luta não é “contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12). Nosso cônjuge nunca deve ser visto como nosso adversário e nós não devemos ser vistos como os adversários deles. Estamos unidos em Cristo para lutarmos a batalha ao lado um do outro, não um contra o outro. Eu não sou o inimigo dela e ela não é minha inimiga. Somos compatriotas e soldados companheiros de braços dados contra o mal enquanto nosso Senhor Jesus nos guia em sua santa e boa luta. Que nós possamos nos “estimular ao amor e às boas obras” (Hebreus 10.24) e não contra uns aos outros.

4. Mamãe/Papai: A maioria de nós ama ser pai, mas isso não deve ultrapassar nosso chamado enquanto marido e esposa. É um erro grave colocar nossos filhos no lugar do nosso casamento. Se nosso casamento está sofrendo, nossas crianças estão sofrendo. Se nosso casamento é próspero, a cascata de bênçãos desce aos nossos filhos como o óleo derramado na cabeça de Arão descendo por sua barba (Salmo 133). É como o orvalho do Hermom que desce nas montanhas de Sião – dá a vida.

5. Inquiridor: o pecado de nossa esposa não é apenas algo que ela “tem que resolver”. Nem os pecados dos maridos são problemas que eles tem que “superar”. Estamos unidos juntos.  Somos uma carne (Gênesis 2.24). Deus nos deu um ao outro para andarmos em retidão de mãos dadas. Que nós levemos as cargas uns dos outros para cumprirmos a lei de Cristo (Gálatas 6.2).

6. Substituto do Espírito Santo: uma das grandes armadilhas de um casamento cristão é estar mais preocupado com o estado espiritual de meu cônjuge do que de mim mesmo. É um tipo de super-espiritualidade que vem na forma de amor e retidão quando na verdade não diz respeito a essas coisas. No lugar disso, é algo repleto hipocrisia. Nós não somos o Espírito Santo e não somos a consciência de nossos cônjuges. É muito fácil sermos distraídos de nossas próprias responsabilidades quando temos nosso alvo fixado no outro.

7. Covarde: amar e apreciar a graça não significa evitar todas as coisas difíceis no casamento. Alguns maridos e esposas cristãs estão confinados pela falsa-crença de que ser centrado na graça significa evitar todo conflito, desacordo e confronto. Somos “pessoas da graça” e, algumas vezes, a maior manifestação dessa graça é disposição em tratar de assuntos difíceis e caminhar por questões duras. Uma esposa graciosa falará a verdade, sempre em amor, mas falará a verdade (Efésios 4.12) para que seu marido e seu casamento melhorem para a glória de Deus.

8. Acusador: coisas esquecidas do passado não são armas a serem usadas no presente. Não importa se são pecados ou erros cometidos antes do casamento ou depois dos votos serem feitos. Não importa se são erros particularmente contra você ou outra pessoa. Assuntos perdoados são perdoados. Existem consequências? Claro. Devemos falar dessas coisas para o conselho ou orar juntos sobre ela? Sim. Mas essas coisas não são uma britadeira a ser usada em tempos de contenda, um exemplo a ser usado pelo bem da argumentação nem um pensamento para manter nossos cônjuges cativos aos nossos desejos. Eles foram enterrados em um abismo profundo e selados com nosso perdão pela graça de Deus. Ali eles devem permanecer, a não ser que precisem ser trazidos em pauta e nunca como algo a ser levantado contra o outro.

9. Ego-monstro: [O amor] não procura os seus interesses (1 Coríntios 13.5). Não devemos buscar nosso interesse em primeiro lugar. Se ambos estamos buscando o interesse do outro, então ambos interesses serão satisfeitos, não relutantemente, mas voluntariamente.

10. Ditador: o casamento cristão não deve ser dominado por um cônjuge ou outro. O marido é o cabeça da união (Efésios 5), mas ele não é o rei. Tanto o marido quanto a mulher servem a um único rei. Ele dita as regras, características e propósitos para a relação. Seja nossa inclinação quanto à busca de controle no casamento pela força ou pelo silêncio passivo-agressivo, ela é errada. Não podemos tentar dominar onde não temos nenhum direito. Em última instância, esse casamento não é “nosso” para fazermos dele o que quisermos. É dele. Recai sobre o domínio dele e ambos servimos ao seu reino, não ao nosso. Nosso casamento deve ser um sinal terreno vivo que aponta para a realidade da união de Cristo com a igreja (Efésios 5). Isso é o que deve dominar, ditar e governar nossos casamentos: a glória de Cristo, nosso Rei, Cabeça e Noivo exaltado. Não nós. Quão maravilhoso é um casamento cristão!

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Traduzido por Kimberly Anastacio | Reforma21.org | Original aqui

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