A primeira flash mob

por Clint Archer

Uma certa enciclopédia online (sim, eu sou viciado na wiki) descreve uma flash mob como:

aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram.

A dúbia honra de ter inventado as flash mobs pertence a Bill Wasik, o editor-chefe da revista Harper’s. Ele afirma que a ideia lhe atraiu pelo aspecto de experimento social e pela promessa notoriedade em potencial por ser creditado como o inventor da última moda. Ironicamente, funcionou.

Em Junho de 17, 2003, empregou as recém-surgidas redes sociais para esquematizar que cerca de 150 pessoas se encontrassem em quatro pontos específicos na cidade de Manhattan. Lá, receberam sua missão, e convergiram para um lugar específico, um certo tapete do departamento de móveis e decoração no nono andar da Macy’s.

A atmosfera era eletrizante, conforme o grupo de estranhos suprimia os reconhecimento mútuo e faziam seu melhor para manter a “cara de paisagem” ao responderem repetidas vezes as perguntas dos assistentes de vendas: sempre que eram perguntados sobre o que estariam precisando ou se poderiam ser ajudados, cada um dos participantes simplesmente explicava que eram parte de uma comunidade que morava em um galpão abandonado, e que eles estavam decidindo coletivamente qual “tapete do amor” iriam levar.

E então, repentinamente e sem nenhum motivo aparente, eles se dissiparam como uma colônia de formigas enxotadas da loja de departamentos e desapareceram na anonimidade das calçadas de Nova York.

“Qual é o ponto de todo esse esforço e coordenação?”, é compreensível que você se questione. A resposta é: nenhum. E esse é o ponto.

O termo “flash mob” foi adicionado à 11ª edição do Dicionário Conciso Oxford, cuja definição incluía a caracterização desse tipo de aglomeração como “atípica e despropositada”, em oposição a reuniões públicas com propósitos definidos, como protestos.

Houve outra aglomeração espontânea na história que parecia despropositada para alguns observadores mas, na realidade, foi o ajuntamento público mais significativo da história da humanidade.

Em Lucas 19, vemos Jesus entrando em Jerusalém pela última vez antes de sua morte vicária na cruz. Em certo sentido, essa viagem sempre foi o destino final de sua viagem terminal à terra. Jesus entra na capital de sua terra como o Rei dos judeus. Ele elege para sua montaria não um cavalo de batalha, mas um pobre e destreinado jumentinho.

A única pompa e esplendor dispensadas ao Rei foram os clamores do povo, e mesmo isso foi manchado pela inveja dos líderes religiosos que murmuravam que ele deveria emudecer a turba. Em suas mentes, essas demonstrações eram uma histeria despropositada em massa. Eles estavam chamando Jesus de Filho de Davi e citando textos messiânicos. Isso tudo seria altamente irreverente e fútil, se Jesus fosse apenas um homem.

Alguns dizem que Jesus era um grande mestre, um exemplo moral, um filósofo admirável, mas que nunca afirmou ser o Filho de Deus. Essa heresia deplorável teria sido atribuída a ele por discípulos iludidos pela ressaca emocional de seu assassinato. Esses céticos afirmam que Jesus nunca afirmou ser especial de forma alguma.

Mas veja como Jesus respondeu aos fariseus:

Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreende os teus discípulos! Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão (Lucas 19.39-40).

Os fariseus enxergavam a multidão prestando homenagens equivocadas a um simples homem, algo que qualquer rabino respeitável reprovaria. Ao invés disso, Jesus reafirma a propriedade da adoração oferecida a ele.

Isso significa simplesmente que Jesus estava deliberadamente afirmando a desilusão quixótica da multidão a respeito de sua grandeza, o que seria esperado de um charlatão resoluto; ou que Jesus estava afirmando ser o Messias escolhido de Deus.

O que você acha: uma flash mob de seguidores frívolos, ou um caso claro da criação finalmente reconhecendo seu Criador? Eu realmente acredito que se as pessoas não reagissem ao significado histórico da chegada do Rei, as pedras e rochas iriam formar uma flash mob mineral de grande louvor. E isso teria sido muito triste: ser substituído por pedras.

E você? Você aproveita cada oportunidade que tenha de declarar a glória de Deus, ou seu testemunho é ofuscado pelo testemunho permanente da criação inanimada?

Tags: , , ,

Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.