Algo que os terroristas do 11/9 entenderam corretamente

por John Piper

John Piper
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Os terroristas do 11/9 eram guiados pelo que criam sobre o futuro. E é assim que deveria ser. Mas se o futuro que você aspira está equivocado, você ficará chocado quando morrer.

Os terroristas criam que, no instante que morressem como assassinos dos infiéis, “as mulheres do paraíso estariam esperando”. Aqui está um trecho de uma das suas anotações:

Purifique seu coração e limpe-o de todos os assuntos terrenos. O tempo da diversão e do desperdício acabou… Aquelas poucas horas que restam em sua vida são muito pouco. A partir daí, você começará a viver a vida feliz, o paraíso infinito… Leia o al-Tawba e o Anfal [capítulos de guerra tradicionais do Alcorão] e reflita em seus significados e lembre-se de todas as coisas que Alá prometeu para seus mártires… Saiba que os jardins do paraíso estão esperando por você em toda sua beleza, e as mulheres do paraíso estão esperando por você, clamando ‘Aproxime-se, amigo de Deus’. Elas estão vestidas nas mais belas vestimentas. (citado em “Islam vs. Liberty”, de Marvin Olasky).

Nós – discípulos de Jesus – também cremos que deveríamos ser guiados pelo futuro. A diferença é que nossa esperança de recompensa leva a sofrer pelos infiéis, não matá-los.

“Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês. (Mateus 5.11-12)

A base do nosso comportamento é aquilo que cremos sobre nosso futuro. “Grande é a sua recompensa”. Mas essa recompensa é a comunhão com o soberano e altruísta Cristo. E essa esperança nos faz enfrentar a perseguição com regozijo. Assassinar infiéis não é o caminho para essa recompensa. Sofrer em prol da salvação deles, é.

Esse padrão de motivação era seguido pelo próprio Jesus. “Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz” (Hebreus 12.2). A vida de Jesus também estava enraizada no que ele acreditava sobre seu futuro. Ele ressuscitaria e resgataria milhões de infiéis da descrença e os traria, pelo seu próprio sangue, à perfeita comunhão com Deus. Essa alegria o levou não a matá-los, mas a morrer por eles.

Aprendamos novamente com os infiéis que recusaram a Cristo e se jogaram na bola de fogo do inferno no 11 de Setembro que o futuro é algo muito poderoso. Tanto o futuro falso quanto o verdadeiro. Deus deseja que o futuro verdadeiro nos guie. Nós deveríamos ser controlados por aquilo que cremos sobre nosso futuro.

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Aprenda com os terroristas: não jogue sua vida fora perseguindo o futuro deles. E não jogue-a fora perseguindo o “sonho americano”. Apaixone-se pela glória futura suprema. “Nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5.2). “A alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita” (Salmo 16.11).

Isso levou Jesus até a cruz. Isso pode te levar a Meca.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

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