Deixando as crianças escolherem… sua sexualidade?

por John Kwasny

Um recente vídeo no YouTube apresentando a resposta de um pai californiano à decisão de seu filho de ter uma boneca viralizou, tendo milhões de visualizações até agora.  Se formos acreditar nos comentários deixados nesse vídeo de auto-promoção, esse homem está indicado ao próximo prêmio de Pai do Século.  O que ele diz para seu filho que é tão surpreendentemente sábio?  Bem, caso você não tenha visto ainda, permita-me preparar o cenário:  o pai e o filho vão à loja para devolver um brinquedo repetido que o garoto ganhou de aniversário.  Então, o que o garoto escolhe?  Uma boneca da pequena sereia!  Essa escolha singular provoca a seguinte resposta do pai: “Isso aí, Uhu!!”Ele esta emocionado porque seu filho fez tal escolha corajosa!  Então, nosso querido pai prossegue compartilhando sua filosofia de criação de filhos com o mundo: Ele apoiará toda e qualquer decisão que seus filhos fizerem.  Ele os amará, não importa o que aconteça.  E ele até apoiará eles quando eles fizerem escolhas a respeito de sua sexualidade.  Em outras palavras, se seu filho quer escolher “coisas de agora” ou mesmo tornar-se mulher algum dia, esse pai é totalmente a favor.  Obrigado, Bruce Jenner!

Claro, esse mentalidade já existe por décadas.  Mas, nos bons e velhos tempos, esse pai teria sido zombado e chamado de maluco por muitos.  Hoje, ele é considerado legal, compassivo, mente-aberta e corajoso – até um homem de verdade.  Assim, nele e em sua mensagem, nós temos uma convergência de dois enganos satânicos a respeito da criação de filhos: (1) Que amor significa apoiar todas as decisões dos nossos filhos, e (2) que nossos filhos são inerentemente bons, logo sabem o que é melhor para eles.  Vamos analisar esses dois mitos separadamente…

Primeiro, essa geração de pais tende a definir “amor” como nunca ter de dizer “não” para seus filhos.  O pior pecado é fazer seu filho infeliz – ou pior, eles não gostarem de nós!  Assim, nós deixamos nossos filhos escolherem suas comidas, suas roupas, suas atividades, suas agendas – e agora, sua sexualidade.  Quarenta anos atrás, os pais eram ensinados que a maior prioridade era construir a autoestima de seus filhos.  Bem, esse conselho equivocado evoluiu e transformou-se no desejo de destruir qualquer obstáculo à felicidade da criança.

Segundo, os pais de hoje parecem ter abraçado de vez a crença de que seus filhos são essencialmente bons.  Em vez de considerar a verdade do pecado original e da depravação total, geralmente as crianças recebem diversas desculpas para suas más escolhas e comportamento ruim.  Se eu ganhasse um níquel para cada vez que eu ouvisse “ele é basicamente um bom garoto, sabe?” (mesmo entre cristãos), eu teria uma tonelada de níqueis.  Assim, se seus filhos são bons e sabem o que é melhor para eles, eles também sabem que forma de sexualidade é a melhor para eles, certo?  Afinal, quem pode dizer a alguém quem ou o que ele deve amar?  Isso seria quase abuso infantil!  Se meu filho quer uma boneca da Pequena Sereia, ótimo para ele, porque ele (não o pai) sabe o que é o melhor.

A propósito, os “mente-aberta” e progressivos entre nós estão prestes a cair num grande dilema lógico.  Por anos, temos sido ensinados que não podemos escolher nossa sexualidade – nós nascemos ou heterossexuais, ou homossexuais ou algo mais.  Mas, de repente, as pessoas podem não apenas escolher sua preferência sexual, mas até seu gênero.  O que é isso?  Se é uma escolha, então nós podemos dizer aos homossexuais que eles podem escolher ser heterossexuais?  (Eu sei, eles tentarão sair desse dilema dizendo que só podemos escolher o que nós já somos…)

Eu espero que você entenda que isso é muito maior que apenas dizer aos nossos filhos que eles não deveriam brincar com bonecas.  Nós já passamos disso há tempos.  Em vez disso, como pais cristãos, devemos ativamente ensinar nossos filhos aquilo que a Palavra de Deus diz sobre gênero e sexualidade.  Eles devem aprender que Deus criou homem e mulher à Sua imagem.  Eles devem aprender que somente Deus dita quem eles devem amar e casar, assim como os limites do comportamento sexual.  Não é suficiente assumir que eles aprenderão tudo isso por conta própria.  A cultura está muito saturada com mentiras sobre gênero e sexualidade – e está gritando para eles, em alto e bom tom.

Em última análise, nossos filhos devem ouvir sempre que eles são pecadores com corações tolos.  Deixar nossos filhos tomarem suas decisões sobre gênero e sexualidade não é amar – essa é a definição do dicionário para negligência parental.  Nossos filhos precisam de pais que amorosamente os ensinarão (assim como oferecerão exemplos) o gracioso propósito de Deus para homens e mulheres!

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Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

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