Gigante casto #3: O jovem teólogo

por Joffre Swait

Joffre e sua família

Nota do tradutor: Para entender essa série, clique aqui. Ou acompanhe as entrevistas nesse link.

Jim Thompson é um professor na Carolina do Sul, e o autor de  King and Kingdom: Narrative Theology of Grace and Truth.

P: Você era virgem até se casar. Isso aconteceu com quantos anos?

Se “virgem” para você signifique “alguém que não não teve relação sexual”, então sim, eu era virgem até me casar com 25 anos. No entanto, se eu listasse a vocês dois ou três dos maiores arrependimentos da minha vida, o número um seria, provavelmente, o relacionamento que eu tive com uma garota no meu primeiro ano de faculdade. Não havia amor nele, e, provavelmente, nenhuma química. Éramos amigos com benefícios no sentido mais puro do termo. Apenas gostávamos da ideia de contato físico. Nesse relacionamento específico, ultrapassei limites que eu sabia do fundo das minhas entranhas que eram errados, mesmo não sendo especificados palavra por palavra nas Escrituras.

P: Se um homem [cristão] não é virgem quando se casa, o quanto isso pode ser um problema?

Em alguns sentidos, é um grande problema para um irmão no Senhor não ser virgem quando se casar. Em outros sentidos, não é. Por exemplo… Eternamente, não existe pecado ou tropeço que pode causar que nossos pés deslizem da rocha firme que é Jesus, o Messias de Israel. A nossa justificação perante Deus depende da sua pessoa e da sua obra, não das nossas. Emocionalmente, no entanto, poderia ser um grande problema se fosse um relacionamento sexual habitual, porque causaria dificuldade em ser capaz de se conectar emocionalmente com a sua esposa. Biologicamente, poderia ser problemático se tivesse qualquer DST contraída. Espiritualmente, poderia ter alguma sobra de culpa de relacionamentos passados, mesmo que a pessoa saiba que eles foram esquecidos. Diálogo cônjuge-a-cônjuge saudável e imersão em uma comunidade de fé que enfatize a graça são remédios para esse possível efeito colateral espiritual.

P: Eu tenho notado que as pessoas dificilmente acreditam que um jovem pode permanecer virgem por opção. Isso é, o sexo seria impossível de ser resistido por muito tempo. Eu tenho certeza que foi muito difícil, mas o quanto foi, realmente? Que tipo de luta é essa?

Embora resistir ao sexo fosse terrível às vezes, eu cresci como filho de pastor. Sexo antes do casamento era um grande pecado. Era como atirar no papa ou blasfemar o Espírito Santo. Então, a minha mentalidade era sempre sobre até onde eu poderia ir sem, realmente, chegar a uma relação sexual. Resistir a uma relação sexual era fácil quando comparado a resistir a tudo que leva a ela.

P: Você deve ser algum tipo de maricas. Assim como os outros caras do tipo “vou esperar até casar”. O que você diz sobre isso?

Eu diria que homens de verdade deveriam ter espinha dorsal o suficiente para pensar a longo prazo e não somente sobre a gratificação imediata. Além disso, até a última vez que chequei, paciência e domínio próprio ainda eram frutos do Espírito. Eu prefiro me render às Suas sugestões que entristecê-lO. Adicionalmente, se eu estivesse tendo essa conversa com alguém que não tem uma cosmovisão e/ou os mesmos valores que os meus, iria convencê-lo de que paciência e domínio próprio são virtudes respeitadas na maioria das áreas da vida. Cultivá-las é cultivar sucesso. Aqueles que deram a virgindade a alguém que não é o seu cônjuge nunca podem ter a liberdade e alegria de entregarem-se a si mesmos sem culpa e reserva. Por último, é uma fato científico que ter somente um parceiro sexual em seu tempo de vida aumenta o prazer sexual. Toda vez que duas pessoas se envolvem em relação sexual um com o outro, o hormônio ocitocina é liberado por toda parte. A liberação desse hormônio pelas mesmas duas pessoas sucessivamente aumenta a satisfação do orgasmo. (Nota: estou longe de ser um biólogo, mas li algumas coisas sobre isso há um tempo e tive algumas discussões com outros que estudaram mais profundamente. Então, posso ter expressado isso de uma maneira um pouco esquisita, em um sentido técnico.)

P: Que bem lhe fez permanecer virgem até o casamento? Como você diria que a sua vida sexual impactou o seu casamento?

Em uma nota positiva, minha virgindade até o casamento me ensinou paciência e domínio próprio. Eu, realmente, sinto como se fosse uma pequena variável que me ajudou a orar pela minha futura esposa. Acho que isso também me ajudou a cultivar intencionalidade geral em minha vida. Também me ensinou muito sobre limites saudáveis. Me deu a honra de dizer à minha esposa que eu era dela de um jeito que eu não era de ninguém. Nessa mesma linha (e com respeito ao impacto da minha virgindade na minha vida sexual presente), não tenho que preocupar em fechar meus olhos durante o sexo e imaginar o rosto de outra garota. Que alívio. Por último, e esperançosamente, foi um bom exemplo para centenas de estudantes com quem eu trabalhei, e acho que será também um bom exemplo para meus filhos no futuro.

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Traduzido por Pedro Vilela | Reforma21.org | Original aqui

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