Identificando Ídolos Pessoais

por Rob Green

Pr. Rob Green
Pr. Rob Green

É comum que os crentes em Cristo vejam a idolatria como algo ausente nos Estados Unidos. O problema é de definição. Se a idolatria é a adoração física de uma obra de arte, logo, a idolatria não seria tão comum. Afinal, é raro encontrar um santuário ou até mesmo uma pequena estátua em uma casa americana. Aqueles que entendem a definição de idolatria como algo que domina a vida continuamente admitiriam que alguns adoram a ídolos do dinheiro, esportes, ou do prestígio. Mas, novamente, sempre que limitam nossa visão de idolatria apenas àquelas coisas que dominam a nossa vida, é fácil dizer que não somos idólatras.

Nós gostaríamos de encorajar, no entanto, uma visão ligeiramente diferente dessa idolatria. Idolatria é simplesmente valorizar alguém ou alguma coisa mais do que agradar e honrar a Cristo (Colossenses 1:15-18, 1 Coríntios 10:31). Os crentes são advertidos em Gálatas 5 a não serem idólatras e as citações do Antigo Testamento e alusões à nação de Israel e da idolatria estão em praticamente todos os livros do Novo Testamento. Quando se vê a idolatria por este prisma, então teríamos de admitir que a idolatria é comum, na verdade – muito mais comum em nossas vidas do que gostaríamos de admitir.

Quando me dirijo com raiva pecaminosa à minha esposa, ou a um dos meus filhos, eu estou disposto a adorar algo (talvez o meu desejo de estar certo, ou meu desejo de fazer do meu jeito, ou meu desejo de paz, etc) – eu era o idólatra naquele momento. Olhando para a idolatria a partir desta perspectiva, me inclino a concordar com a consagrada frase: “o coração humano é uma fábrica de ídolos.” Se isso é verdade, que eu sou idólatra, a questão é: “como faço para localizar a idolatria em minha vida?”

Acreditamos que um exame de Tiago 4:1-2 nos dá duas grandes perguntas que devemos fazer para identificar tanto a vida dominada pela idolatria como a idolatria instantânea.

Estou disposto a pecar para conseguir o que eu quero?

A Edição Revista e atualizada diz: “Cobiçais e nada tendes; logo matais.” A questão é clara: “há algo que eu quero tanto que eu pecaria para que eu pudesse tê-lo? Onde está Jesus no início do v. 2? Por que Jesus não é mais importante?” Na realidade, quando você escolhe pecar, você escolhe adorar o ídolo que você queria e não a obra (a morte, sepultamento, ressurreição e a volta) de Cristo.

Estou disposto a pecar quando eu não consigo o que quero?

Isso pode ser chamado de síndrome do beicinho. O texto diz: “Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras”. Bem, se eu não conseguir o que eu quero, então alguém tem que pagar! Isso é simplesmente idolatria.

Se você aplicar esta passagem para a sua própria vida, então você aprenderá a identificar coisas que você quer mais do que você quer agradar a Jesus. Você pode aprender a abandoná-las pela causa de Cristo, e então você estará em uma posição para ajudar os seus aconselhados a aprenderem o valor dessa linha de pensamento para tornarem-se mais semelhantes a Cristo.

Traduzido por Rafael Bello | iPródigo | Original aqui

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