O anseio celestial

Stephen Altrogge

Stephen Altrogge

Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morreste, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. (Colossenses 3.2-3)

Eu me lembro de quando eu era uma criança esperando o Natal.

Tudo sobre essa época me levava a um estado de extrema agitação e excitação. Eu me lembro especificamente de uma noite, quando eu dormia no canto da árvore de Natal. Meus pais deixaram as luzes da árvore acesas a noite toda e, cada vez que eu acordava durante a noite, olhava para a árvore brilhante e voltava a dormir com um sorriso no meu rosto e excitação crescente em meu coração. Quando acordei na manhã seguinte, eu pensei que era dia de Natal. Mas era o dia anterior ao Natal! Argggghh! Aquiete-se, minha alma! Você pode fazer isso por mais um dia.

Olhando para trás, a expectativa pelo Natal era divertida, quase tanto como o próprio dia. Isso me faz pensar sobre desejar as alegrias do céu. O desejo em si é bom.

 Nem todo mundo pensa que é útil focar no futuro. Eles compraram o velho ditado de que as pessoas que fazem isso  “pensam tanto no céu que não servem pra nada na terra”. Pelo contrário, estou convencido de que nunca seremos muito úteis nesta vida até que desenvolvamos uma obsessão saudável pelo futuro. Nossa única esperança para a satisfação da alma e alegria do coração nesta vida vem de olhar atentamente para o que não podemos ver (veja 2 Coríntios 4.16-18; Colossenses 3.1-4). Por isso, devemos tomar medidas para cultivar e intensificar em nossas almas uma ânsia pela beleza e perfeição do futuro. – Sam Storms

Cultivar uma ansiedade pelo céu – bem colocado! Aqui estão algumas razões pelas quais devemos estar pensando no céu:

Anseio pelo céu nos impede de ficarmos desanimados:

Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas. 2 Coríntios 4.16-18.

Quando nos concentramos em nossas aflições terrenas, elas podem parecer intermináveis e insuportáveis, mas quando nos concentramos em nosso futuro glorioso podemos ver que a nossa dor aqui é momentânea e leve em comparação com o prêmio eterno e glorioso que está sendo produzido.

 Olhar para o nosso futuro celeste nos desperta para a agirmos aqui:

Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça  que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. 1 Pedro 1.13

A esperança na graça futura nos incentiva a trabalhar duro, a lutar contra a tentação, a servir os outros, e a perseverar. Temos esperança porque sabemos que este não é o fim da história, mas um dia Jesus vai corrigir tudo o que tem estado errado. Estamos ansiosos por quando veremos Jesus face a face e ele enxugar todas as lágrimas dos nossos olhos. E apesar de lamentar quando os crentes morrem, sofremos na esperança de que vamos vê-los novamente.

Manter nossos olhos no prêmio nos incentiva para a corrida. E a alegria da expectativa produz alegria agora. É como uma ansiedade pelo último Natal. É a alegre expectativa de uma noiva se preparando para o dia do casamento. Todavia, a alegria da expectativa e ansiedade não é nada como a alegria da consumação, mas ainda é uma ansiedade maravilhosa.

Colocar nossas mentes nas coisas do alto é colocar nossas mentes em Jesus. E quanto mais fizermos isso, mais nos tornamos como ele. Então vá em frente, pense no céu o quanto você quiser. Que o anseio celestial vai fazer você muito mais útil na terra.

Traduzido por Annelise Schulz | Reforma21.org | Original aqui

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