O ladrão da cruz: o que havia de tão grande em sua fé?

por Mark Jones

Há muitos atos de fé extraordinária na Bíblia. Aquele que mais me impressiona diz respeito ao ladrão na cruz. Nós poderíamos seguir a abordagem de que ele não tinha nada a perder, então resolveu apostar em Jesus. Mas isso não faz absolutamente nenhum sentido no texto e no contexto.

Na conversa, nós temos uma realização específica das primeiras palavras de Cristo na cruz. Mal Cristo tinha falado as palavras “Pai, perdoa-os”, o Pai já respondera aquela oração ao transformar um criminoso outrora maldizente em um santo glorificando a Cristo. Enquanto o criminoso prestes a se converter não fosse responsável direto pela morte de Cristo, ainda assim ele se uniu àqueles que eram, e indiretamente foi citado quando Cristo pediu a Deus que “os” perdoasse.

Cristo, aquele que não tinha pecado, foi contando com ou entre os transgressores (Is 53.12; Lc 22.37), todos os quais têm um problema maior que os pecados cotidianos que eles cometem. Eles odeiam Cristo, o Deus-homem. Aquele que tem um mestre além do Senhor Jesus o odeia (Lc 16.13; Gl 4.8). Que aqueles dois criminosos o abominavam é claramente manifesto durante a crucificação: “E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados” (Mt 27.44).

Quando o criminoso que foi convertido estava fazendo o seu pior contra Cristo, Cristo estava fazendo seu melhor por esse criminoso.

A conversão desse criminoso foi bastante extraordinária e testifica do poder da oração de Cristo e da graça de Deus. Por quê?

A fé do criminoso não surgiu em um momento como quando Cristo transformou a água em vinho, ou realizou milagres como andar sobre a água, abrir os olhos de um cego ou trazer Lázaro dos mortos. Não! O criminoso creu no Messias enquanto ele estava pendurado como um maldito num madeiro. O criminoso confiou e ousadamente defendeu aquele cujos discípulos tinham abandonado. Jesus estava em seu ponto mais baixo quando o criminoso pediu para ser lembrado no reino de Cristo.

Quando ele estava na cruz, alguém gritou, como João Batista fez, “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29)? Mas foi essencialmente isso que o ladrão fez. Não surpreende muito, então, que Cristo lhe prometesse um lugar em seu reino: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23.43).

O criminoso reconheceu que ele era culpado; ele reconheceu que Cristo não era (“ este nenhum mal fez”); ele temia Deus; mas, aqui está a chave: o criminoso não queria meramente estar em um lugar melhor. Ele queria estar com Cristo em um lugar melhor: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23.42). O criminoso creu “contra toda esperança”.

Céu é um lugar melhor porque é onde Cristo está. Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer ir para o céu de Cristo. Não é o caso desse criminoso: ele viu, com seus olhos, Cristo em seu pior, mas com os olhos da fé, ele creu que Cristo logo estaria no seu melhor, e assim depositou sua fé em um rei em agonia.

Cristo está sempre – sempre! – – disposto a salvar mesmo o mais miserável dos pecadores. Um reconhecimento da culpa (Lc 23.40) e uma confiança nele e não em nós mesmos (Lc 23.42) sempre levarão à verdade mais encorajadora que um pecador pode receber: o Salvador recebe essas pessoas em seu paraíso!

“Um é salvo, e não podemos nos desesperar; o outro se perde e não podemos nos ufanar” (Spurgeon).

Tags: , , ,

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.