O que acontece quando cantamos

por Tim Bertolet

Há uma velha piada, sobre quem não sabe cantar, que diz algo como ‘eu posso não estar fazendo um som agradável, mas, ao menos, estou feliz por fazê-lo’. Por essa razões, algumas pessoas acham que o canto congregacional pode ser intimidador, mas, felizmente, todos nós damos importância ao canto congregacional como parte da adoração corporativa.

Paulo nos instrui que a adoração é vital para o encorajamento mútuo e edificação de todos:

Efésios 5.18-20: E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Colossenses 3.16: A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.

Adoração é primeira e principalmente endereçada a Deus, dando glória a Ele. Paulo é claro em ambas as passagens ao dizer que “o cantar e salmodiar” é “para o Senhor” (Efésios 5.19) e “para Deus” (Colossenses 3.16). Nós damos graças a Deus, que é o adequado e verdadeiro objeto de adoração.

A atitude apropriada ao cantar e adorar é com gratidão. Embora a adoração seja um dever, ela deve ser feita com um espírito e uma atitude de coração adequados. Nós devemos realizá-la sem resmungar por sermos “obrigados”. Às vezes, isso é um desafio para aqueles têm menos aptidão musical pois, para eles, cantar realmente é algo trabalhoso. Apesar disso, cantar eleva nossos corações e emoções a Deus, enquanto nós engajamos nossas mentes com o que estamos dizendo sobre ele. Isso envolve todo o ser.

A adoração é uma forma pela qual a Palavra de Cristo habita em nós. O “vocês” não sugere que a palavra faça morada apenas em nossos corações – embora também seja isso-, mas que, ao cantar, a Palavra habita, também, no meio da congregação. Na adoração, a Palavra reside em nosso meio. Nós a recitamos juntos como forma de refletir sobre Deus, sua natureza, seu trabalho e, em especial, sobre a obra que ele realizou por nós, em Cristo.

Paulo fala ainda dos efeitos secundários que cantar produz na vida do indivíduo e na da congregação. Quando cantamos na adoração corporativa, estamos lembrando uns aos outros das grandes verdades espirituais. Estamos nos dirigindo a Deus, mas Paulo escreve, em Efésios, que estamos nos dirigindo uns aos outros também. Estamos proclamando verdades espirituais conjuntamente uns para os outros. Nossa participação no cântico é um ato de confissão e afirmação mútua. Nós acreditamos juntos na mesma coisa e estamos adorando a Deus juntos.

Isso pode ser um encorajamento especial quando um cristão vai à igreja após uma semana difícil e desencorajadora. Talvez nos sintamos tão baixos e deprimidos que não temos nada que nos eleve a Deus e nenhuma habilidade de tornar nossa atenção a ele em gratidão. Entretanto, cantar com os demais serve para nos lembrar das realidades espirituais que Deus tem feito. Isso nos lembra que “realmente acreditamos nessas coisas” ou “eu realmente confesso isso”. Conforme o Espírito age, nós voltamos a sentir que a nossa esperança está no Senhor e que ele jamais nos deixará. A adoração adequada tem o efeito de nos lembrar que nós realmente não temos nada a oferecer a Deus por meio da nossa força ou mérito. Cantar a Deus de forma que a Palavra de Cristo habite ricamente entre nós é uma expressão de graça de Deus da qual nós somos totalmente dependentes.

Lembremo-nos que, mesmo a adoração sendo sobre Deus e dirigida a Ele, ela também é um meio que Deus pode usar para nos fortalecer e nos encorajar.

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Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui

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