Para aqueles que não gostam de cantar no Domingo

por Stephen Altrogge

Então você não gosta de cantar quando vai à igreja no Domingo. Você não faz muito o tipo que canta. Você é quieto. Introvertido. Estóico. Não inclinado a demonstrações públicas de emoção. Não gosta de botar o coração pra fora. Cantar alto e expressivamente simplesmente não é o seu negócio. Nem levantar as mãos, se ajoelhar ou qualquer demonstração externa de emoção.

Apesar do fato de que tenho liderado cânticos congregacionais por muitos anos, eu consigo te entender. Não sou um cara particularmente emotivo. Não sou propenso a chorar, exceto nas raras ocasiões de nascimento de filhos meus. Eu tendo a manter as cartas bem perto do peito. Processo as coisas internamente, na maior parte do tempo. Tudo isso é para dizer que há muitos Domingos em que não sinto vontade de cantar para Deus, levantar as mãos, me ajoelhar ou fazer qualquer coisa além de acomodar o traseiro no banco.

Mas a verdade é que aqueles de nós que não querem cantar para Deus estão indo contra o resto do universo.

O Salmo 19.1-4 declara que toda a criação está cantando o esplendor e a glória e a maravilha de Deus:

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.

Os pássaros começam cada dia com alto louvor. O pequeno lagarto que mora debaixo da mesa do meu jardim, que é capaz de mudar de cores num piscar de olhos, declara estrondosamente “eu foi criado por um Deus brilhante!”. O sol, que brilha tão fortemente aqui na Flórida, proclama “veja o que Deus criou!”.

E não é apenas a criação que canta para Deus. Todos os anjos declaram a glória de Deus também. Os anjos que voam ao redor do trono de Deus tem um contante refrão:

Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. (Isaías 6.3)

Ao contemplarem Deus em todo seu brilhante, ofuscante e aterrorizante esplendor, os anjos não eram capazes de fazer outra coisa além de louvar. Eles contemplavam e cantavam, contemplavam e cantavam, contemplavam e cantavam.

Os santos no céu também não estão em silêncio. Apocalipse 5.11-12 nos dá um relance da adoração que está acontecendo no céu:

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Ao contemplarem a glória do Cordeiro de Deus, os santos explodem em grande e trovejante voz. Não há estoicismo no céu. Não há introversão. Há apenas glorioso, sincero e estrondoso louvor.

Se todo o universo canta em alta voz e apaixonadamente a Deus, talvez o problema esteja conosco. Quando não sentimos vontade de cantar, não é tanto um problema de cantoria, mas um problema de visão.

Se enxergássemos Deus como ele realmente é, desfaleceríamos completamente. Cantaríamos de alegria, ajoelharíamos em adoração e choraríamos em gratidão. Se víssemos Jesus em sua glória ressurreta, não haveria esse papo de “bom, eu sou mais do tipo quieto”.

Então o que poderíamos fazer quando não temos vontade de cantar? Duas coisas.

  • Antes do próximo culto de Domingo, peça a Deus que te dê maior noção de sua beleza, glória e esplendor. Peça para que ele aumente sua fé e seu amor. Peça que ele abra seus olhos para e ouvidos para ouvir. Deus ama responder esse tipo de oração.
  • Cante, quer você sinta vontade ou não. Não pense se você está com vontade de cantar ou não. Ao invés disso, cante por obediência, sabendo que Deus sempre é digno de todo o nosso louvor.

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Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

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