Para onde vai a Centralidade do Evangelho?

por Eric Landry

Eric Landry

O nosso bom amigo, Toby Kurth, um plantador de igrejas na área de São Francisco, escreveu recentemente um pouco sobre a “centralidade do evangelho.” É uma expressão que é bastante usada em círculos modernos reformados e Toby acha que ela está começando a mostrar sinais deste desgaste.

Centralidade do Evangelho será como o fundamentalismo?

Centralidade do Evangelho será como o fundamentalismo? Espero que não. Antes do fundamentalismo ter sido associado com o reducionismo “os fundamentalistas brigões”, ele fez contribuições maravilhosas para o cristianismo evangélico. Em face do liberalismo, o fundamentalismo defendia as doutrinas básicas da Bíblia que os evangélicos conservadores acreditavam ser fundamentais, ou pode-se dizer, centrais para a fé cristã. Doutrinas que qualquer evangélico “centrado no evangelho” apóia ainda hoje com entusiasmo: a inerrância das Escrituras, o nascimento virginal e da divindade de Jesus, a expiação substitutiva pela graça de Deus e pela fé, a ressurreição corporal de Jesus, e a autenticidade dos milagres de Cristo. O fundamentalismo equipou pastores e igrejas para preservar, proteger e proclamar a mensagem do evangelho de maneira clara. Com o tempo, o fundamentalismo tornou-se como um slogan, sem substância real por trás. Os fundamentalistas se defenderiam obstinadamente contra todos os que discordassem de seus fundamentos, mas os fundamentos perderam definição e conexão com o evangelho de Jesus Cristo. Vamos agora para a “centralidade do evangelho”.

Assim como o fundamentalismo, a centralidade do evangelho tem por objetivo ajudar os pastores e igrejas a preservarem, protegerem e proclamarem a mensagem do evangelho de forma clara. Organizações como The Gospel Coalition e Together for the Gospel existem para esse fim. A Centralidade do Evangelho não deve ser reduzida a um slogan ou uma maneira de definir a si mesmo, que realmente não descrevem como você vê o mundo. Centralidade do Evangelho diz que toda a vida e as Escrituras devem ser interpretadas pela pessoa e a obra de Jesus Cristo. Se a centralidade do evangelho tornar-se apenas uma maneira de falar sobre o ministério com certos chavões e frases, então ela terá perdido todo o significado. Não iremos pegar a onda da centralidade do evangelho em nossas vidas ou em nossas igrejas. Trata-se de uma aplicação ativa e frequente da verdade do evangelho a todas as situações que enfrentamos. O que me deixa nervoso são frases como “Ele é centrado no Evangelho?” Ou “Isso não é uma igreja centrada no evangelho.” Não vamos resolver isso com simplismo. Ser “centrado no evangelho” é um esforço ao longo da vida, não é um slogan. Não é a capacidade de recitar algumas frases bem elaboradas, mas sim o compromisso em continuar a afastar-se de definir a si mesmo ou a sua igreja, de acordo com qualquer outra coisa que não seja a pessoa e a obra de Jesus Cristo.

Tradução: Rafael Bello | iprodigo.com | original aqui

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