Pastores e seus Críticos: Críticos

por Gabriel Fluhrer

Gabriel Fluhrer
Gabriel Fluhrer

No eletrizante episódio da semana passada, apresentei algumas maneiras como os ministros podem lidar com as críticas. Hoje, quero examinar aqueles que trazem as críticas aos pastores.

Se você está na igreja há algum tempo, conhece algum crítico de pastores. Às vezes eles são muitos, outras vezes são apenas poucos. O importante é que, quando você trouxer uma crítica para seu ministro, faça uma crítica construtiva. Novamente, ser simplesmente um cristão fiel e falar a verdade em amor ao próximo (e isso é o que seu pastor é, em primeiro lugar!) é percorrer um longo caminho para evitar conflitos ao fazer críticas.

Com isso em mente, aqui vão três pontos a considerar ao oferecer uma crítica para seu pastor:

1. Não critique seu pastor no Dia do Senhor. Se ele é um homem fiel, nesse dia ele estará sob ataque implacável de Satanás. De fato, um boa forma de ser um instrumento escolhido para o mal é ir direto e dizer exatamente o que você pensa tão logo o homem desça do púlpito. Esses tipos de críticas sempre são descuidados, mal fundamentados e inúteis. Gaste um tempo e considere qual a sua questão. Sente-se por, pelo menos, um dia. E nunca traga isso ao seu pastor no Dia do Senhor.

2. Em vez disso, vá ao seu pastor em particular e aborde ele em amor. Assim como lidamos com os filhos, que seja com nossos irmãos cristãos: elogie em público, puna em privado. Não estou dizendo que você precisa elogiá-lo por cinco minutos antes de, mansamente e com muito temor e tremor, sugerir que talvez – apenas talvez – você tenha uma questão com ele. De preferência, fale com amor e clareza, temperando sua fala com graça (cf. Colossenses 4.6). Ao vir dessa maneira, imagine o melhor sobre seu pastor e dê a ele a dignidade de uma interpretação caridosa do que quer que ele tenha dito ou feito.

Só mais um ponto nesse assunto. Tenho visto membros criticarem ministros na frente da esposa e filhos deles. Essa é uma forma muito eficiente de criar uma esposa de pastor amargurada e filhos que fazem o filho pródigo parecer com o Ned Flanders. Evite isso a todo custo.

3. Ore para que você tente ajudar seu ministro e não simplesmente dar sua opinião. Quero dizer que você realmente possa orar antes de ir encontrar com seu ministro. Ore para que ele possa receber sua crítica bem e com humildade e que com isso ele possa ser um ministro melhor. Ore para que suas palavras possam fazer ele – e a igreja – mais úteis para Jesus Cristo. E ore pare você possa ter um espírito de mansidão, humildade e delicadeza ao oferecer sua crítica (cf. 1 Pedro 5.5).

Paulo dá um resumo muito pertinente da atitude que devemos ter quando precisamos fazer uma crítica. Ele escreve: “E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós”. (1 Tessalonicenses 5;12-13, NVI). Como cristãos, se fizermos o que Paulo nos diz aqui, as críticas aos pastores não serão apenas recebidas, mas irão promover comunidades cristãs saudáveis. Então, verdadeiramente, a crítica poderá ser redimida em Cristo!

Como disse no início, eu fui beneficiado por algumas críticas muito, muito boas. Eu nunca me senti ofendido e imediatamente fico à vontade com elas, mesmo quando elas me corrigem. Como qualquer ser humano vivo, eu também me esforço para receber bem as críticas. Mas a beleza da salvação pela graça de Deus é que me faz, agora, livre para receber as críticas para sua glória e para o meu bem.

 

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