Perguntas para amigos, líderes de igreja e políticos pró-aborto

por Kevin DeYoung

Kevin DeYoung
Kevin DeYoung

Do que devemos chamar o nascituro no útero?

Se a entidade é um ser vivo, não é uma vida? Se sua pessoa começou como uma única célula, como pode óvulo fertilizado ser algo diferente de um ser humano? Não seria mais exato dizer que você era um embrião do que você simplesmente veio de um?

Então quando um ser humano tem direito à vida?

Diremos que o tamanho importa? O nascituro é muito pequeno para merecer a nossa proteção? Pessoas grandes tem mais valor que pessoas pequenas? Homens são mais humanos que as mulheres? Atacantes de futebol americano tem mais direitos que jóqueis? A vida no útero não conta porque você não pode segurá-la nos braços ou colocá-la em suas mãos, ou porque você a vê apenas numa tela?

Faremos do desenvolvimento intelectual e da capacidade mental a medida do nosso valor? As crianças de três anos de idade são menos valiosas do que as de treze? O nascituro não é completamente humano porque ele não pode falar ou contar ou ser auto consciente? Será que o meigo bebê no berço tem que sorrir ou apertar sua mão ou recitar o alfabeto para que mereça viver outro dia? Se uma expressão de sanidade mental básica é necessária para ser membro de pleno direito na comunidade humana, o que faremos com o coma, ou muitos idosos, ou a mãe de 50 anos de idade com Alzheimer? O que dizer de todos nós que dormimos?

Vamos negar o direito à vida ao nascituro por causa do lugar que ele vive? O lugar pode nos dar valor ou tirá-lo? Do lado de dentro somos menos valiosos do que de fora? Seria justo sermos assassinados enquanto nadamos embaixo d´agua? Onde estamos determina quem somos? A jornada de oito polegadas no canal vaginal é o que nos torna humanos? Será que essa mudança de local torna “coisas” em pessoas? O amor é uma condição de localização?

Vamos restringir a dignidade humana apenas aos seres humanos que não são dependentes de outros? Merecemos viver apenas quando podemos viver por nós mesmos? O feto de quatro meses de idade é menos que humano porque ele precisa de sua mãe para a vida? O bebê de quatro meses é menos humano quando ele ainda precisa de sua mãe para a vida? E se você depender de diálise ou de insulina ou um aparelho de respiração? O valor de uma pessoa é produto de funções vitais plenas? A independência é um pré-requisito para identidade humana? Valemos apenas o que pensamos, realizamos e fazemos por conta própria?

Se a vida não nascida é vida humana, o que pode justificar jogá-la fora? Seria coreto tirar a vida de seu filho no seu primeiro aniversário porque ele veio em circunstâncias tristes e trágicas? Você empurraria uma criança de 1 ano e meio no trânsito porque ela torna a vida difícil? Uma criança de três anos merece morrer porque nós achamos que merecemos uma escolha?

O que você merece agora? Quais seus direitos como ser humano? Você tinha esses mesmos direitos há cinco anos atrás? Antes de você poder dirigir ou quando você usava rodinhas? Você era menos do que um completo humano na época que você brincava na caixa de areia? Quando você usava um babador? Quando você se amamentava no peito da sua mãe? Quando seu pai cortou seu o cordão umbilical? Quando você rolava naquela coisa aquosa e chutava aquela parede engraçada? Quando o seu coração bateu no monitor pela primeira vez? Quando suas unhas cresceram pela primeira vez? Quando suas primeiras células nasceram?

Do que devemos chamar uma criança no ventre? Um feto? Um mistério? Um erro? Um assunto polêmico? E se a ciência, as Escrituras e o senso comum nos dissesse para chamarmos de pessoa? E se o nascituro, a criança bagunceira, o infante aprendendo a andar, o adolescente indisciplinado, o calouro da faculdade, a noiva maquiada, a mãe de primeira viagem, a mulher trabalhadora, o vovó orgulhosa e o velho amigo louco não diferissem em espécie, mas apenas em grau? Onde na evolução que nossa humanidade começa e termina? Onde a vida se torna valiosa? Quando é que nós valemos alguma coisa? Quando é que os direitos humanos tornam-se os nossos direitos? E se o Dr. Seuss estava certo e uma pessoa é uma pessoa, não importa o quão pequeno?

Por que comemorar o direito de matar o que você já foi? Por que negar os direitos do pequeno que é o que você é?

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Traduzido por Débora Batista | Reforma21.org | Original aqui

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