Tem alguém orando por você?

por James Faris

Há alguns anos, tarde da noite de uma sexta-feira, eu e alguns amigos cristãos procuramos conversar com pessoas nas ruas de Broad Ripple em Indianápolis sobre o evangelho de Jesus Cristo. Tive uma conversa agradável com um homem que tinha uns vinte e poucos anos. Ele estava um tanto embriagado, mas alegremente capaz de enumerar suas razões para negar as boas novas de Jesus.

Percebendo que argumentar não seria produtivo, eu simplesmente fiz uma pergunta pessoal: “Tem alguém orando por você?”

“Claro.”, ele respondeu, “minha mãe sempre ora por mim!”

E assim, o rapaz pegou seu telefone e disse, “Na verdade, ela adoraria saber que estou falando com você”, no que começou a ligar para ela.

Percebendo que já era quase meia-noite, eu sugeri que não fizesse aquilo, mas ele insistiu.

Em meio à agitação da calçada movimentada, eu escutei a um dos lados da conversa que se seguiu.
“Oi, mãe, é o John… não, não, eu tô bem, mãe… estou aqui na Broad Ripple… não, não, não tem nada de errado… tem um sujeito falando comigo de Jesus e eu achei que você gostaria de saber.”

Para minha surpresa, ele exclamou, “Aqui, por que você não conversa com ele?,” e lançou o celular em minha mão.

Ainda embaraçado, me apresentei para sua mãe e pedi desculpas por estar obviamente acordando-a de seu sono; Eu garanti a ela que seu filho estava seguro. Mesmo estando um pouco confusa, ela estava feliz que eu e meus amigos estávamos pregando o evangelho para outros. Então, disse a ela que seu filho só ligou porque eu o perguntei se havia alguém que orava por ele, no que respondeu que sua mãe sempre orava… e que o mesmo pensou que ela gostaria de me conhecer.

A mãe do rapaz, emocionada, reiterou suas orações diárias… e, agora, sua profunda gratidão. Eu a lembrei do estável e seguro amor e fidelidade do Deus que escuta as orações das mães por seus filhos e que ainda está agindo em sua soberania. Antes de desejar-lhe boa noite, também certifiquei a ela que estaria orando por seu filho.

Eu não sei o que aconteceu com aquele homem e sua mãe; o Senhor sabe. Eu ainda oro pelos dois.

Qual é o ponto dessa história? Provavelmente nada além de que Deus trabalha de maneira desconhecida.

Entretanto, Deus refrescou em minha memória várias verdades importantes naquela noite:

  • É útil perguntar a não-cristãos em nosso meio se eles sabem de alguém que ore por eles; é provável que haja pessoas orando por eles. E é muito bom que sejam lembrados disso.
  • Mães ainda hoje passam pelo que Monica, mãe de Agostinho (354-430 D.C.), deve ter sofrido nos anos que antecederam a resposta do Senhor a seus pedidos por aquele chamado “filho de muitas lágrimas.”
  • Pais cristãos de filhos incrédulos amam saber que há quem ore por eles (apesar de não ser recomendável contá-los isso à meia-noite, a não ser que o Senhor direcione assim).
  • O Senhor ainda age através de orações na vida de pessoas incrédulas.

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Traduzido por João Borges | Reforma21.org | Original aqui

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