[The Gospel Coalition] Dia #1

por Rafael Bello

Rafael Bello
Rafael Bello

Fala galera! Para quem não sabe, na semana passada, aconteceu a conferência The Gospel Coalition, uma das maiores conferências dos EUA, com a presença de pastores e mestres como John Piper, D.A.Carson e David Platt. Para aqueles que sempre quiseram conhecer esse grande evento, na semana passada e nesta semana postaremos alguns resumos de nosso correspondente especial,Rafael Bello.

Os posts normais continuaram, enquanto a cobertura ficará com [The Gospel Coalition] no nome, narrando o que aconteceu por lá.

Aí vão os resumos do primeiro dia.

Sessão Expositiva #1 – John Piper – Lucas 1.26-38; 2.1-21

Antes da passagem, precisamos entender a razão pela qual Lucas está escrevendo esta passagem. Ele quer que Teófilo tenha certeza (ἀσφάλειαν) das coisas que ele foi ensinados.

Teófilo, assim como nós foi ensinado sobre várias coisas. Mas Lucas quer que tenhamos certeza das coisas concernentes a Jesus Cristo. Esta palavra: “certeza,” quer dizer estar a salvo de outras doutrinas ruins. A verdade deve sempre estar firme e segura em nossas mentes.

Lucas sabia qual o tipo de conhecimento que sustêm a fé Cristã. Ele havia visto as costas de Paulo. Ele era o médico de Paulo e viu tudo que Paulo passou pelo supremo conhecimento de Cristo (Fp 3.8).

Como então ter certeza das coisas de Jesus e andar como este Paulo?

A primeira forma que Lucas faz é comprar João Batista e Jesus Cristo.

Mas o esboço desta passagem nos mostra que Lucas usa 4 pontos implícitos para colocar esta certeza em Teófilo:

292251_10151304292257723_892117390_n1. Deus

Durante todo o Livro, Deus é louvado. “Seu filho será grande perante o SENHOR.”

“Minha alma magnifica o SENHOR,” Você irá perante o SENHOR,” “Jesus é apresentado perante o SENHOR.”

O SENHOR está no livro inteiro e várias vezes nestes capítulos. Teófilo não teria como perder isto.

Você quer começar a ter certeza das coisas concernentes ao evangelho, saiba que começa com Deus, o SENHOR.

2. Jesus

Teófilo perceberia que em 1.33 que Jesus reinaria para sempre sobre a casa de Jacó. Este Jesus não teria de ser nascido de novo. Ele já nasceu de acordo com o Espírito. Ao contrário de nós que somos nascidos na carne e nascemos novamente, Jesus não teve de nascer novamente e reinaria para sempre.

Mais a frente em Lucas 1.43 temos algo impressionante. “O SENHOR” foi mencionado até então e outras vezes mais para se referir a Deus Pai. Entretanto, aqui vemos o uso do termo para o filho de Maria. Também se cumpre essa realidade quando em 2.11 Jesus é chamado de Cristo, o SENHOR!

Tenha esta certeza (ἀσφάλειαν), Teófilo, este Jesus é o SENHOR.

3. Salvação

Teófilo deve saber que este Jesus irá salvar o seu povo.

Novamente em 2.11, o Jesus, SENHOR é também o Salvador. O tão “grande e excelente” Teófilo de Lucas 1.4 precisa entender que ele é pecador.

Teófilo se perguntaria, como este Jesus perdoaria estes pecados. Ele olharia para Jeremias 31.33 e não entenderia. Porém, ao ler o evangelho todo, ele entenderia que é através do sangue de Jesus, o sangue da nova aliança de Jeremias 31. Jesus explicou essa nova aliança na santa ceia.

Como então entrar nesta nova aliança? É o quarto ponto de Lucas.

4. Fé

Tudo que te expliquei, Teófilo, é verdade histórica. Não é mito. Mas precisa-se entender como responder a esta verdade histórica.

Não é acidental que a resposta de Maria e de Zacarias estão perto um das outras. Um responde com alegria ao anuncio da realidade de um Salvador e o outro não se alegra. Teófilo veria a resposta de Maria e de Zacarias e começaria a entender como responder às verdades históricas.

A alegria de Maria é a fé dela: Em Lucas ela é abençoada pois creu. “Bendita és tu, porque crestes.”

Se Teófilo quer saber como entrar, ele deve ter a fé de Maria. Sim, Teófilo é “grande e excelente,” mas o v. 53 fala que são os humildes que são os benditos. Os que se humilham e tem a fé de Maria.

Há esperança “excelente Teófilo,” mas você deve se humilhar debaixo da poderosa mão de Deus. Não confie na sua excelência.

 Collin Smith – Sessão #2- Lucas 4.16-30

4 marcas do ministério de Jesus

1. Jesus pregava as Escrituras

Promessas do passados e expectativas são presentes para o nosso presente nas mãos de Jesus. Jesus estava falando às pessoas: Proclamando boas novas.

O Deus que prometeu à vocês boas novas cumpre suas promessas principalmente em Jesus.

Segundo J.I. Packer: “O propósito da pregação é mediar encontro com Deus.” Era exatamente assim que Jesus pregava.

2. Jesus fala diretamente à condição humana

Àqueles que se alegram na sua liberdade ele fala que Ele é a liberdade

Àqueles que se alegram em sua visão, ele fala diretamente à sua cegueira

3. Jesus prega sobre si mesmo

“O Espírito do Senhor está sobre Mim.” “Está profecia está cumprida em Mim.” “Os olhos de todos estavam fixos nEle.”

4. Jesus proclamava graça

4.1  Jesus veio para proclamar o ano do favor do Senhor. O ano do favor do Senhor era segundo a lei o regulamento de que a cada 7 anos todas as dívidas eram perdoadas (Dt 15). Existia também em Levítico 25, o regulamento de que após certo tempo a terra que foi comprada retornaria aos donos no ano ano do jubileu.A pergunta é, como nós gostaríamos de viver nesta lei. Depende se estamos comprando ou vendendo. Esta lei seria muito boa para aqueles que devem algo a alguém, mas não tão boa para os credores.

Só pela fé alguém da comunidade aceitaria essas leis. Os devedores estariam aguardando o ano do favor de Deus. Mas somos todos devedores de Deus em sua justiça. Nós caímos do padrão de justiça que Deus exige. Porém em Cristo, temos o ano do favor de Deus cumprido. Ele cancela a dívida (Col 2).

4.2  E todos se maravilharam das graciosas palavras que saíam da boca de Jesus (4.22).

Precisamos ver se nossa pregação leva à graça de Deus. Será que as pessoas estão saído do culto maravilhadas com a graça do Senhor Jesus.

4.3  No verso 28, muitos ficam cheios de ira. A proclamação da graça gera indignação dos inimigos da graça do Senhor. Por que houve esta mudança de atitude? O que causou esta indignação?

A graça que os havia impressionado foi a mesma graça que os deixou irados. Por que? Pois a graça diz que Deus é devedor de ninguém. A graça proclama que Deus não está obrigado a fazer nada a ninguém.

Não há direitos no mundo da graça. Deus não está preso a ninguém. E Jesus relembra este povo dessa verdade contando que havia muitas viúvas e leprosos em Israel no tempo de Elias e Eliseu, mas Deus mandou-os para fora. Deus faz o que quer à quem quer.

Conclusão: Graça vai fazê-lo irado, ou irá te conduzir ao louvor.

Sessão #3 – Crawford Loritts – Lucas 8.26-56

O que fazemos quando estamos desesperados?

Partes comuns dessas histórias:

O endemoniado, a mulher e a filha de Jairo não tinha controle sobre suas histórias. Todos os três encontram Jesus. Apesar das ansiedades e dificuldades – o desespero os leva a Jesus.

As histórias nos mostram que Jesus é Senhor sobre os demônios, doenças e morte.

As histórias declaram a glória de Deus. 100% das pessoas que Jesus curou morreram. A questão não é vida perpétua, mas a declaração dos propósitos soberanos de Deus.

Essas histórias são sombras da cruz. A mulher que toca a Jesus nos ensinam da nossa purificação, os demônios são derrotados e nós ressuscitamos com ele.

 4 Lições a partir de Lucas 8:26-56

 1. Nossa fé só crescerá em proporção com o nosso desesperos.

Fé nunca é teórica. Não existe fé sem oposição. O que cria a fé é o ambiente de desespero.

 2. Sofrimento e inadequação são nossos amigos.

Quebrantamento não é fraqueza, mas é um senso permanente da necessidade de Deus. Nosso maior amigo é entendimento que estamos sempre necessitados. Nosso amigo é o senso que não podemos fazer nada.

3. Jesus quer colocar vida nas minhas circunstâncias de morte.

4.Não existe pessoa ou circunstância que está além do alcance do nosso Salvador.

Sessão #4 – Don Carson  – Lucas 9.18-62

149201_10151304291657723_1337645293_nLições de como ler Lucas à luz da cruz.

A partir de Lucas 9.51 Jesus colocou em seu coração o propósito de ir para Jerusalém. Tudo que acontece então é o caminho de Jesus à cruz. Pois Ele vai para Jerusalém pra morrer. Precisamos entender que mais da metade do livro de Lucas acontece na sobra da cruz.

Em seu tempo Jesus não é entendido como o Messias, mas o leitor de hoje vê algo que os contemporâneos de Cristo não viram..

1. Jesus é o Messias de Deus, mas Ele morrerá e ressuscitará.

A confissão de Pedro é que Jesus é o Rei, o ungido. O que Pedro queria dizer, entretanto, é diferente do que nós queremos dizer. Nós sabemos que o Messias sofreu. Pedro não sabia. Pedro tinha diferentes categorias para o Messias.

Jesus entretanto corrige os discípulos ao falar da entrega do Messias (vv. 21-22). Mas os discípulos não entenderam.

Jesus diz ainda que a cruz não é só caminho dele, mas dos discípulos também.

 2. Jesus está em linha com os profetas do AT, mas ele os supera

O monte da transfiguração é uma conversa sobre o que acontecerá em Jerusalém. Pedro está tão impressionado com a grandeza que ele perde o contexto do acontecimento. Ele pensa que é uma soma de grandeza, mas o que está acontecendo é a exaltação de cristo pelo Antigo Testamento.

3. Jesus tem poder sobre o doente e demônios, mas ele está prestes a partir

Se lermos os vv.37-43, pulando o verso 41, nós perderemos o ponto de Lucas. Jesus está cansado dos pecados dos discípluos e quer ir para a casa com o Pai. Mas Jesus sabe que o caminho é pela cruz em Jerusalém. E é para lá que Ele vai.

4. Jesus anuncia a traição, mas ainda fica a lição de que pessoas egoístas não podem seguí-lo

Verso 46 revela o motivo pelo qual os discípulos não podem seguí-lo. Eles ainda pensam em termos de grandeza.

Até em termos religiosos. Eles não querem competição. E falam dos que expulsam demonios, mas não são deles.

5. Jesus está indo para Jerusalém para ser morto, mas proíbe a morte dos samaritanos

De uma maneira, Jesus deveria chamar fogo do céu para os samaritanos, mas assim como ele estava a luz da cruz, nós também merecíamos fogo do céu. Mas Jesus recebeu o “fogo do céu.” na cruz. Jesus poupa os samaritanos, assim como ele nos poupou.

Tudo que acontece a partir de então está a luz da crucificação: 9.51-em seguida.

Então o que acontece quando Jesus chama o novo discípulo, não é a questão de negar a Jesus, o Rei, mas a cruz do Messias.

A alegria então não é no ministério, mas que nossos nomes estão escritos no céu (Lucas 10.:17-20).

Conclusão:

  1. Os ensinos de Jesus tem de ser entendidos à luz da cruz (assim como o bom samaritano a luz da cruz, é o próprio Jesus). Se entendemos os ensinamentos de Jesus a parte da cruz nós acabamos com moralismo.
  2.  Não podemos ler o evangelho de Jesus com a resolução de Jesus de ir para Jerusalém. Esta resolução nos conta que ver o Jesus de verdade é ver a cruz e a ressurreição.

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