Cristo na Cruz

por James MacDonald

James MacDonald
James MacDonald

Ei, vamos fazer a melhor coisa que podemos fazer como seguidores de Cristo. Sim, vamos fazê-lo juntos, agora que a mais uma Páscoa se aproxima. É daqui a alguns dias, então vamos fazer isso… Vamos olhar para a cruz!

A cruz de Jesus Cristo é o símbolo chave do evento central da história da civilização. Apenas depois do século segundo a cruz foi recebida como o símbolo do Cristianismo. O imperador Constantino a viu em uma visão e proibiu seu uso para execuções. Na verdade, a cruz nunca foi vista como algo além de um horrível instrumento de morte até que todos os que já tinham presenciado uma crucificação tivessem morrido. Apenas daí para frente as pessoas passaram a representar a cruz como algo sagrado em esculturas, pinturas e outras obras de arte.

Hoje, a representação da cruz é algo comum. Joalherias produzem todo tipo de artefato com a cruz para pendurarmos na orelha ou ao redor do pescoço. Comerciantes transformam esse símbolo de ilimitada expiação em bibelôs para pendurar no meu retrovisor ou estatuetas para o meu jardim. De canecas a camisetas, a cruz está no mercado das formas mais toscas possíveis. Lojas de departamento anunciam cruzes cobertas de chocolate para consumo na “semana santa”. Atletas e executivos fazem o sinal da cruz sobre si antes de momentos importantes. A cruz se tornou um grande negócio. Mas a idéia nunca foi que ela fosse um amuleto da sorte. Isso é profanação em seu sentido mais claro. Alguém se surpreende com o fato de que não nos surpreendemos mais com o que aconteceu no Calvário?

A ressurreição de Cristo foi o evento que proporcionou a salvação e confirmou a vitória de Cristo sobre a morte, mas foi a cruz de Jesus Cristo que nos mostrou a graça de Deus. Tudo o que Deus quer que saibamos sobre Ele está reunido naquele madeiro.

Todo o propósito da nossa vida é carregar a cruz. É pensar nEle lá. É visualizar com sua mente Jesus pendurado contra o Sol.

O que Jesus está fazendo na Cruz? Ele está te substituindo.

Jesus viveu Sua vida na terra em um tempo de revolução e revolta na nação de Israel. Os Romanos haviam conquistado e dominado seu espaço, e todos os dias os Hebreus insurgentes batalhavam nas ruas contra isso. Eles não precisavam de TV; eles mesmos presenciavam o drama de ver seus compatriotas serem aprisionados por lutarem na resistência e serem machucados, mortos ou largados na prisão. Eles definitivamente eram vítimas das forças de Roma. Você pode imaginar como suas famílias e comunidades sofriam todos os dias ao lidarem com esse conflito.

Então, com esse pano de fundo, nós entramos na história da Páscoa no período da “festa da Páscoa judaica”. É a maior festa da cultura Judaica. Eles foram ordenados no Antigo Testamento a se lembrarem do êxodo do Egito (Êxodo 12), e chamavam essa festa de Páscoa. Com o passar dos anos, essa celebração passou a ser maior que as celebrações de Natal (Hanukah) e de Ano Novo juntas.

A “festa da Páscoa” culminava no People’s Choice Awards[1], quando o governador libertava algum prisioneiro a pedido do povo (Mateus 27.15). O governador trocava esse criminoso por um pouco de paz por conta da raiva e frustração do povo com a ocupação Romana. Era a oportunidade perfeita para Pilatos se livrar do clamor pela morte de Jesus ao oferecer ao povo Jesus ou “um prisioneiro muito conhecido, chamado Barrabás”. Pilatos se esforçou ao máximo para colocar Jesus como o preferido. Ele disse “vocês escolhem”. “Vocês querem esse revolucionário maluco, ou Jesus?”, acreditando que o senso de preservação iria forçá-los a escolherem Jesus. O verso 17 diz “Pilatos perguntou à multidão que ali se havia reunido: ‘Qual destes vocês querem que lhes solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?’”. É como se ele dissesse “vocês querem que eu solte Osama Bin Laden ou Jesus? O homicida Seung-Hui Cho (do massacre da Virginia Tech) ou Jesus?”. Com certeza eles aceitariam Jesus. Mas Pilatos “sabia que o haviam entregado por inveja”. Enquanto Pilatos estava sentado durante o julgamento, sua esposa mandou lhe falar “Não se envolva com este inocente, porque hoje, em sonho, sofri muito por causa dele”(v. 18 e 19). Mesmo a mulher pagã de Pilatos estava perturbada com a injustiça que estava sendo cometida com Cristo.

Mas a multidão estava irracionalmente determinada a ver Cristo morrer.

Mas os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos convenceram a multidão a que pedisse Barrabás e mandasse executar Jesus”. Executar, uma palavra muito pesada, significa “aniquilá-lo”, apagar não somente sua pessoa, mas a própria memória de Sua existência. Eliminá-lo como se Ele nunca houvesse existido. O verso 21 diz que ele perguntou novamente “Então perguntou o governador: ‘Qual dos dois vocês querem que eu lhes solte?’ Responderam eles: ‘Barrabás!’”. Pilatos então questiona, “‘Que farei então com Jesus, chamado Cristo?’ Todos responderam: ‘Crucifica-o!’”. Pilatos estava pasmo. Todos conheciam a reputação de Barrabás, mas “Por quê? Que crime ele [Jesus] cometeu?

Jesus foi crucificado entre “dois ladrões”, diz o verso 38. Outras traduções vão dizer “bandidos”. Na língua original, bandidos não eram aqueles malandros que rondavam a vizinhança procurando por casas cujos donos esqueceram de trancar a porta quando saíram. Barrabás era o mais famoso deles. Foi na cruz dele que Jesus morreu, entre outros dois revolucionários. Não é exagero dizer que Jesus tomou a cruz que havia sido reservada a Barrabás. Jesus morreu no lugar de Barrabás.

Você não entende o Evangelho até que entenda essa idéia de substituição. Primeiro, Jesus morreu no lugar de Barrabás. Sua morte, então, é no lugar de todos os outros membros da raça humana que já viveram. Barrabás foi o primeiro da fila, mas atrás dele estão todas as outras pessoas da História. Eu estou nessa fila. Você também. Cada um de nós merece morrer por conta de nossos próprios pecados, mas Jesus se levantou e levou sobre isso a penalização. Eu mereço morrer aquela morte, mas o dom de Deus é a vida eterna através de Jesus Cristo. Isso é substituição. O fato de Jesus ter tomado meu lugar na cruz é o dogma central do evangelho histórico; sem isso, não há mais nada a dizer. Jesus em meu lugar.

Imagine Jesus na cruz e se pergunte: O que Ele está fazendo lá? Resposta: Ele está te substituindo. Ele está sofrendo a ira de Deus por seu pecado. Ele está satisfazendo a justa demanda de um Deus santo. Ele está pagando o preço que a santidade de Deus requer para que eu e você possamos ser perdoados.

Romanos 6.23 diz “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”, e 2 Coríntios 5:21, “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus”.

O que Jesus está fazendo na cruz? Ele está substituindo: Jesus em meu lugar. Meu coração transborda de gratidão quando eu penso em Jesus Cristo tomando sobre si a pena que era minha! “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” Romanos 5.8

[1] – O autor faz um trocadilho com uma premiação americana de votação popular, algo como – Os Prêmios da Escolha do Povo

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo

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