Santidade não é uma opção

por Mark Altrogge

Nós amamos pregar sobre a graça, falar sobre a graça, ajudar novas pessoas a entenderem a graça. É assombroso que Deus nos declare justos em Cristo e não precisemos fazer nada para merecer. Que alegria saber que nosso generoso Deus derrama sobre nós tanta graça sobre graça que serão necessárias todas as eras vindouras para ele revelar sua bondade a nós em Jesus.

Mas a graça de Deus deveria levar-nos à santidade. Justiça imputada deveria conduzir a justiça PRÁTICA. Nós devemos andar de maneira digna do evangelho. Nós devemos PRATICAR nossa justiça.

Jesus ensinou seus discípulos a praticar justiça.  Mas, diferente dos líderes religiosos daquela época, eles deveriam praticar justiça em todas as áreas da vida – especialmente em privado.

“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 6.1)

Os fariseus praticam a justiça – em público. Mas não em privado. Eles faziam para mostrar-se. Eles ensinavam outros a serem santos, mas não era em secreto. Eles praticavam a justiça para receber o louvor de homens.

Jesus nos ordena a praticar a justiça. Em público e em privado. A ter fome e sede de verdadeira justiça. A ser santos quer alguém esteja vendo ou não. A fugir da tentação quando estamos completamente sozinhos em um aeroporto 15 estados longe de casa. A ser puros e santos às 2 da manhã de quinta bem como nos domingos de manhã quando cantamos em igreja. A ser puros em nossos pensamentos assim como quando compartilhamos nos pequenos grupos.

Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. (2 Coríntios 7.1)

A despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; a vos renovar no espírito da vossa mente; e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade. (Efésios 4.22-24)

Santidade não é uma opção! Deus é santo e ele nos salvou para tornar-nos como ele é. Impureza e toda forma de injustiça faz parte de nossa vida pregressa. Agora, devemos nos revestir do nosso novo “eu”, criado segundo Deus em justiça e santidade. Deus nos chamou em santidade. Ele nos concede seu Espírito Santo para fazer-nos santos.

Santidade não se limita a pureza sexual. Devemos ter fome e sede de justiça – ou agir corretamente – em todos os nossos relacionamentos. Queremos fazer o que é certo para nossos cônjuges e filhos. Fazer o que é certo com o nosso próximo. Mentir, roubar ou sonegar impostos não é justiça. Reclamar e murmurar não é justiça. Nós queremos PRATICAR JUSTIÇA. Não queremos simplesmente falar sobre ela.

Hospitais encorajam a prática da higiene. Eles colocam avisos e lembretes por todo o lugar – lave suas mãos – não espalhe doenças; lave suas mãos. Eles têm contêineres de gel antibacteriano por todo o ambiente. Caixas de luvas de látex nos quartos dos pacientes; latas de lixo com símbolos especiais. Cada agulha é individualmente embalada e eles não usam uma agulha mais de uma vez. Antes de tiraram sangue, eles pincelam seu braço com algo que mate todos os germes na área. Hospitais PRATICAM higiene. Por quê? Por que, se não o fizerem, haverá consequências. As pessoas podem ficar doentes e morrer.

Você consegue imaginar um hospital que diz que acredita em higiene, mas não a pratica? “Ah, claro que sim, nós acreditamos em saneamento. Nós lavamos nossas mãos? Bem… não… Nós reutilizamos seringas? Ora, o que tem de errado nisso? Aqui, coloque isso na sua boca para eu tirar sua temperatura. Só foi usado algumas vezes; você ficará bem”. Eu não quero ir num hospital que apenas fala sobre ser limpo; quero que eles sejam apaixonados por higiene.

Quanto maior deveria ser nossa paixão pela santidade!

Nós devemos ser santos e justos em todas as áreas das nossas vidas. Santos em nossos pensamentos. Em nosso falar. Xingamentos, piadas sujas, fofoca e difamação deveriam ficar longe dos nossos lábios. Devemos ser santos com nossos olhos e desviar-se de toda impureza. Devemos procurar santidade em nossas ações.

Sede e fome contínuas

Jesus não disse: “Bem-aventurados aqueles que uma vez tiveram sede e fome de justiça…”. Ele disse: “Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça” – verbo no presente. O tempo todo. A cada momento. Como os filhos de Corá que escreveram o Salmo 42:

Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus? (Salmo 42.1-2)

Ter sede de justiça é ter sede do Deus vivo. Ter sede de relacionamento. De intimidade e comunhão com o Santo.

Assim, não vamos apenas falar sobre justiça. Tenhamos fome e sede dela. Não falemos apenas sobre santidade. Vamos praticá-la.

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Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

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